Ensino supletivo: tudo o que você precisa saber sobre ele

O ensino supletivo é voltado para as pessoas que não concluíram os estudos na idade indicada. Portanto, se você acha que é tarde demais para voltar a estudar e ter um diploma, está enganado, pois os estudos vão agregar valor à sua experiência.

É bom lembrar que muitas pessoas não terminaram os estudos porque não tinham condições à época, mas que agora, com os filhos criados e uma melhor estabilidade financeira, podem finalmente lutar para conquistar seu diploma.

Por isso, acompanhe a leitura deste artigo e veja como é possível entender o ensino supletivo e ter acesso ao diploma do primeiro e do segundo graus.

Divisão: como o ensino supletivo é compreendido em etapas

Há alguns anos o ensino supletivo passou a ser chamado de EJA (Educação de Jovens e Adultos). Isso porque o termo supletivo significa “que complementa”, enquanto que a EJA é mais adequada àqueles que estão retomando os estudos, pois não se trata de um complemento e sim de uma etapa diferenciada.

Ela é dividida em duas etapas:

  • Ensino Fundamental: do 1.º ao 9.º anos;
  • Ensino Médio: do 1.º ao 3.º anos.

Assim sendo, só pode fazer o supletivo do Ensino Médio (ou segundo grau, como era chamado) quem já terminou o Ensino Fundamental (ou primeiro grau).

Validação do conhecimento: como ele funciona

Basicamente, quem deseja retomar os estudos pode escolher entre uma instituição privada ou pública. Além disso, o aluno pode escolher entre o ensino presencial, quando é preciso se deslocar até a escola, ou o EAD (Ensino a Distância), que pode ser feito pela internet.

Então, na maioria dos casos, o aluno cumpre os módulos das disciplinas e faz as provas correspondentes.

Desde 2002, por exemplo, o governo federal criou o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), que substitui os exames supletivos. Entretanto, mesmo assim, é recomendado estudar para fazer as avaliações.

Embasamento jurídico: a EJA é reconhecida por lei

Sendo assim, não importa se você realizou o ensino supletivo pelo Encceja ou por um escola privada: o diploma terá a mesma validade em qualquer lugar do Brasil.

Isso porque a modalidade de ensino é regulamentada pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996).

Sendo assim, com o diploma você poderá ter acesso a vantagens, como:

  • concorrer a vagas de emprego que exijam a escolaridade mínima;
  • preste concursos públicos;
  • faça um curso técnico ou uma faculdade (desde que tenha o Ensino Médio);
  • encontre melhores oportunidades de emprego.

Idade mínima: quando é possível fazer o ensino supletivo

Mas não é porque a pessoa passou da idade indicada para frequentar a escola, junto com os pequenos, que é possível fazer o supletivo. Veja, portanto, a seguir a idade mínima:

  • 15 anos: Ensino Fundamental;
  • 18 anos: Ensino Médio.

Nesse sentido, é preciso ter a idade mínima no momento da matrícula. Assim, o tempo para o término do curso do ensino supletivo também é reduzido.

No Instituto Brasileiro de Qualificação Profissional (IBQP), por exemplo, a duração é de cerca de 60 dias. O prazo, portanto, varia conforme a dedicação do aluno.

Isso porque ele faz a matrícula, confirma o pagamento e já tem acesso ao sistema interno do curso pela internet, já que o supletivo é a distância. Dessa forma, quanto antes ele terminar as apostilas e agendar as provas, mais rápido pode ter o seu diploma em mãos.

Para concluir, o ensino supletivo surgiu no contexto de ampliar o acesso à educação para jovens e adultos que não tiveram condições de terminar os estudos no tempo ideal. Assim sendo, eles podem prosseguir os estudos e ter novas chances no mercado de trabalho.

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