
O primeiro grau incompleto é a pedra no sapato de muita gente. Isso porque ele impede de arrumar um emprego, ocasionando o trabalho informal e a falta de acesso a benefícios, como a aposentadoria. Mas você sabe quantas pessoas no Brasil estão nesta condição?
Antes de entrarmos neste número vamos lembrar o que é primeiro grau incompleto. Sendo assim, é bom citar que a legislação brasileira sobre a educação formal destaca que:
- Fundamental: vai do 1.º ao 9.º ano;
- Médio: vai do 1.º ao 3.º ano;
- Superior: vai da graduação à pós-graduação.
Nesse sentido, o Ensino Fundamental, que era chamado de primário ou primeiro grau por ser o primeiro a ser realizado, ainda é dividido em duas fases:
- 1ª fase: 1.º ao 5.º ano;
- 2ª fase: 6.º ao 9.º ano.
Portanto, com esta explicação, é possível saber exatamente em que etapa você ou um conhecido parou os estudos. E só lembrando que o 9.º ano foi acrescentado no Brasil a partir de 2006, através de legislação federal. Antes disso, existia apenas até a 8.ª série.
Contudo, milhares de brasileiros fizeram somente até a antiga 4.ª série ou desistiram anos depois. Veja mais detalhes no próximo tópico.
Saiba quais regiões têm mais pessoas com primeiro grau incompleto
Como você viu até aqui, o índice de pessoas com primeiro grau incompleto, ou seja, que não fizeram até o 9.º ano, é alto no país.
Nesse sentido, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apurou que 35% das pessoas com 14 anos ou mais não terminaram o Ensino Fundamental.
Contudo, essa fatia da população não é igual em todas as regiões brasileiras. Nos estados do Nordeste, por exemplo, o índice alcança quase metade da população. Veja as informações abaixo:
- Nordeste: 44,1% dos moradores com mais de 14 anos não têm Ensino Fundamental completo;
- Norte: 38,7%;
- Sul: 34%;
- Centro-Oeste: 33.5%;
- Sudeste: 29,2%.
Portanto, é possível perceber as diferenças que existem dentro do Brasil quando o assunto é educação. E isso está diretamente ligado ao desenvolvimento da economia do país, já que sabemos que o Sudeste é a região que mais concentra indústrias e empregos. Enquanto isso, o Nordeste ainda sofre com a falta de qualificação profissional.
Veja como mudar este cenário com o supletivo EAD
Pensando na população que não concluiu os estudos quando era criança ou adolescente, o governo criou o ensino supletivo, atualmente chamado de EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Inicialmente, ele era presencial, ou seja, as pessoas se matriculavam numa escola e tinham que frequentar as aulas, como qualquer outra turma, só que com a diferença de ter apenas pessoas que fazem supletivo.
SAIBA MAIS – Confira como se matricular num curso supletivo EAD
Mas com a evolução da internet, os cursos passaram a ser feitos pelo computador ou celular. Trata-se do EAD (Ensino a Distância). Juntamente com ele, pessoas que trabalham e não têm tempo de frequentar os bancos escolares, puderam se formar no Ensino Fundamental e sair da lista dos indivíduos com primeiro grau incompleto.
Para concluir este artigo, é bom destacar que o primeiro grau incompleto é responsável pela falta de qualificação do trabalhador, pelos baixos salários e pela informalidade no mercado de trabalho. Ela, por sua vez, se reflete em menos direitos trabalhistas, como férias e 13.º salário, e previdenciários, como aposentadoria.
Contudo, você já deve saber que o Instituto Brasileiro de Qualificação Profissional (IBQP), que é referência em Certificação por Competência, também oferta curso supletivo EJA EAD.
Por isso, faço um convite para navegar no site do supletivo e saber mais informações sobre como tirar seu diploma de Ensino Fundamental.
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